As festas juninas estão chegando, momento de celebrar os três santos que dão sentido aos festejos do mês.
Santo Antônio, conhecido por cuidar dos pobres, ganhou a fama de santo casamenteiro por orientar os casais;
São João Batista evangelizou os povos, preparou os caminhos para a chegada de Cristo e batizou Jesus no rio Jordão;
São Pedro foi o discípulo escolhido para edificar a Igreja.
Junho também é tempo de colheita. É o mês em que os agricultores recolhem o milho, o amendoim e as laranjas plantados meses antes, unindo a devoção religiosa à celebração da fartura no campo. Com fogueiras, quadrilhas, bandeirolas e comidas típicas como canjica, pamonha e pé-de-moleque, a tradição junina segue viva e forte no Nordeste e em todo o Brasil.
As comidas típicas do Nordeste evidenciam a vasta riquíssima culinária dos povos nordestinos. A gastronomia nordestina é caracterizada pela diversidade de sabores, ingredientes e tradições herdadas pelos indígenas, africanos e portugueses.
Cada prato conta um pouco da história e da resistência dos povos da região. Entre os principais itens estão: Milho e derivados: pamonha, canjica, mungunzá, bolo de milho e cuscuz, muito contemplados nas festas juninas. Mandioca e seus preparos: tapioca, beiju, farofa, bolo de aipim e o pirão que acompanham peixes e frutos do mar.
Carne de sol com macaxeira, baião de dois, buchada, sarapatel e caruru representam a força da culinária sertaneja.
Os frutos do mar: moqueca, bobó de camarão e casquinha de siri, são tradições, herança do litoral. Os doces: cocada, pé-de-moleque, bolo de rolo e cartola adoçam e completam a mesa nordestina.
Mais que alimento , são sustento para o corpo e o sustento das famílias que plantam, colhem, ou de outras formas produzem essas comidas típicas que são expressão de uma manifestação cultural, de fé e fartura. Seja no São João, no dia a dia ou à beira-mar, cada receita preservando a identidade do Nordeste.
Atualiza Bahia
