O cartão de crédito deixou de ser apenas uma forma prática de pagamento e passou a ter papel estratégico na fiscalização da Receita Federal. Com o avanço dos meios digitais, o Fisco utiliza sistemas cada vez mais modernos para cruzar dados e identificar possíveis divergências entre a renda declarada e o padrão de consumo.
Instituições financeiras e administradoras de cartões informam periodicamente movimentações consideradas relevantes. Essas informações são comparadas com declarações de Imposto de Renda, rendimentos formais e outros registros oficiais. Quando os gastos indicam um nível de consumo incompatível com a renda informada, o contribuinte pode cair na malha fina e ser chamado a prestar esclarecimentos.
Um ponto de atenção é o empréstimo do cartão de crédito. Para a Receita, a despesa sempre recai sobre o titular do CPF. Sem comprovação de reembolso, valores elevados podem ser interpretados como renda não declarada, gerando imposto, multa e juros.
Autônomos e pequenos empreendedores também precisam de cuidado redobrado, principalmente ao misturar gastos pessoais com despesas do negócio. Especialistas recomendam organização financeira, separação de contas e registro de todas as movimentações.
