Foto: KMCom / Manuel Agüero
O traçado de Sebring foi o palco de mais um capítulo intenso para o brasileiro Celso Neto (AMED / Dipromed / LS Interbank / SODI USA by Velocity Racing / Stallion Motorsports) na 2ª etapa da IMSA Michelin Pilot Challenge. A provas reservou um roteiro de emoções que alternou estratégia afiada, pilotagem de alto nível e o revés por um detalhe. Em uma prova de 2 horas, Neto e seu parceiro de equipe, Raphael Reis, provaram que o time tem potencial para brigar na ponta.
A largada da corrida já trazia um ingrediente extra de confiança para a dupla 100% brasileira. Na tomada de tempo a dupla conseguiu um lugar de honra na segunda fila da categoria TCR. Após o acerto encontrado pela equipe nos treinos que antecederam a classificação.
“Conseguimos uma boa posição de largada. Agora é manter isso e partir para cima no decorrer da prova”, declarou Celso Neto.
Com a bandeira verde acionada, Raphael Reis, responsável por comandar o carro no primeiro stint, manteve a posição. No entanto, uma colisão de grandes proporções no miolo do grid da categoria GS, tirou nada menos que sete concorrentes da prova ainda na reta de largada. O incidente forçou a direção de prova a acionar a bandeira amarela por quase trinta minutos.
Quando a bandeira verde foi agitada para a relargada, a estratégia começou a ser desenhada nos boxes da Stallion Motorsports. Com aproximadamente 40 minutos de disputa, a equipe executou a troca de pilotos com eficiência. Celso Neto assumiu o volante do Cupra #77, retornando à pista na sétima colocação, mas em poucas voltas, o baiano escalou o pelotão e assumiu o quarto lugar.
O time optou por uma segunda parada nos boxes e quando Neto retornou à pista após essa segunda troca, a classificação mostrava o basileiro como líder da prova, com uma vantagem de três segundos para o segundo colocado. Com pneus mais novos e um ritmo que só aumentava, ele começava a abrir vantagem, transformando a liderança em uma possível vitória.
O que era para ser o ponto alto da estratégia se transformou no revés do dia. A equipe cometeu uma infração durante a segunda parada nos boxes, e a direção de prova penalizou com um “drive through”, ou seja, uma passagem obrigatória pelos boxes em baixa velocidade. Depois da punição, o que era liderança, acabou em perda das posições conquistadas.
“Foi uma pena, porque estávamos em primeiro, depois de todas as paradas. A estratégia foi muito boa, o carro estava muito bom e o ritmo excelente. Era uma prova que realmente estava em nossa mão, mas é isso, faz parte da IMSA as penalizações”, disse Neto.
Celso Neto e Raphael Reis deixaram claro que a dupla brasileira, da Stallion Motorsports, encontrou o caminho e o acerto do Cupra Leon VZ TCR, apesar do final indesejado. A temporada da IMSA Michelin Pilot Challenge agora segue em frente, para a 3ª etapa do campeonato entre os dias 1 e 3 de maio, no lendário circuito de Laguna Seca, em Monterey, na Califórnia.
Texto por Kako Marques / KMCom Assessoria
