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Para investir com segurança em CDBs, é preciso levar em consideração alguns critérios importantes
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos de renda fixa emitidos por bancos e indicados para investidores que focam em previsibilidade nos rendimentos e diversificação do portfólio.
O investimento CDB é considerado bastante seguro, mas, para isso, é preciso que o investidor analise alguns critérios que ajudam a reduzir riscos, como a solidez do banco emissor, a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, o tipo de indexação e as condições de liquidez.
Neste artigo, mostraremos quais são os fatores que devem ser avaliados para investir em um CDB com segurança. Com isso, ajudaremos os investidores a analisarem o equilíbrio entre risco e retorno ao escolher CDBs para compor suas carteiras.
Apesar de informativo, este conteúdo não é uma recomendação de investimento.
Importância de avaliar o emissor do CDB
Um dos critérios mais importantes a serem avaliados antes de escolher um CDB para investir é a solidez do emissor, bem como seus resultados financeiros e seu histórico de pagamentos.
Muitos investidores ficam tentados em priorizar CDBs de bancos pequenos, já que eles pagam mais. Porém, estes também costumam ser mais arriscados, uma vez que as chances de essas instituições menores quebrarem ou não pagarem são maiores.
Por isso, o ideal é escolher CDBs de bancos grandes e consolidados, que sejam filiados ao FGC e tenham rating AA+. Dessa forma, aumenta-se a segurança do investimento.
Como funciona a cobertura do FGC e seus limites
Como se sabe, os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, caso o banco emissor venha a quebrar ou não honrar o pagamento do investidor por qualquer razão, o FGC assume a dívida e garante o pagamento.
Contudo, é preciso atentar para o limite do FGC, que é de 250 mil por CPF e por instituição financeira, respeitando o limite global de R$ 1 milhão por CPF a cada quatro anos. Por isso, é importante ficar dentro desse limite ao investir e evitar aplicar todo o dinheiro disponível em títulos do mesmo emissor.
Diferenças entre CDBs prefixados, pós-fixados e híbridos
No que diz respeito à rentabilidade, os CDBs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos.
O CDB prefixado tem sua rentabilidade fixa, definida no momento do aporte. Portanto, ao comprar o título, o investidor já sabe quanto irá receber no final.
Já a rentabilidade do CDB pós-fixado acompanha algum índice de mercado, como o CDI. Quando o indicador de referência sobe, o título rende mais. Quando ele cai, rende menos.
O CDB híbrido, como o nome diz, tem rentabilidade híbrida: uma parte dela é prefixada e a outra pós-fixada, indexada ao IPCA, o índice oficial da inflação.
Prazos, liquidez e impacto no acesso aos recursos
É preciso, ainda, prestar atenção ao prazo de vencimento do CDB e à liquidez, ou seja, a facilidade com que o título pode ser resgatado e convertido em dinheiro.
Existem no mercado CDBs com liquidez diária, cujo resgate pode ser feito em qualquer dia útil, e CDBs no vencimento, que só pagam na data de vencimento do título. Eles também apresentam prazos bastante variados, que precisam estar alinhados com os objetivos do investidor.
Se o investidor precisar de acesso imediato aos recursos (caso de uma reserva de emergência, por exemplo), deve optar por um CDB de liquidez diária. Já se o foco for a construção de patrimônio no longo prazo, pode priorizar um CDB com pagamento no vencimento.
Relação entre rentabilidade oferecida e nível de risco
A rentabilidade do título em geral tem uma correlação com o nível de risco envolvido. Como dito, os CDBs de bancos pequenos costumam apresentar uma rentabilidade maior, mas, em contrapartida, oferecem mais riscos por serem emitidos por instituições menos sólidas.
Os CDBs de grandes bancos, por sua vez, podem ter uma rentabilidade menor, mas compensam isso com um grau maior de segurança por serem emitidos por instituições fortes.
Na hora de investir, é preciso ter essa correlação em mente, buscando sempre equilibrar risco e retorno para evitar surpresas desagradáveis.
Cuidados para reduzir riscos ao investir em CDBs
Alguns cuidados que se devem tomar para reduzir os riscos ao investir em CDBs são:
- Avaliar a rentabilidade líquida de vários CDBs, por meio de simulações;
- Atentar para a solidez, o histórico e o rating do emissor;
- Diversificar os emissores;
- Manter-se dentro do limite do FGC;
- Combinar os CDBs com outros investimentos de renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto.
