Foto: Roberto Melo
Nesta segunda-feira, 02 de fevereiro, a praia de Guaibim, em Valença-BA, foi palco de uma importante celebração cultural. A Festa de Iemanjá, a rainha do mar, reuniu religiões de matriz africana para um cortejo e oferendas às águas.
Os terreiros da cidade levaram suas oferendas e as colocaram nas águas, saudando Iemanjá em um momento de grande significado cultural e espiritual. A festa é uma oportunidade para preservar a tradição e a cultura afro-brasileira.
A concentração, em frente à ASPANG, aconteceu às 8h, a saída do cortejo e entrega dos presentes foi às 9h e, às 11h, a festa recebeu o show da banda Samba SD.
A Festa de Iemanjá é um evento esperado por muitos, sendo um momento de grande fé, tradição, cultura, emoção e celebração.
Sobre Iemanjá:
O nome deriva do iorubá “Yèyé omo ejá”, significando “mãe cujos filhos são como peixes”. Iemanjá é o orixá feminino das águas salgadas no Candomblé e na Umbanda, celebrada como a “Rainha do Mar”, mãe de muitos orixás e protetora dos pescadores e lares. Iemanjá é símbolo de fertilidade e maternidade, com forte presença na cultura brasileira.
Celebrada no dia 2 de fevereiro, especialmente na Bahia (Rio Vermelho), com saudações como “Odoyá” ou “Erù-Iyá”. As ofertas comuns incluem flores brancas, perfumes, espelhos, arroz-doce e alfazema. Uma celebração regada de tradição e cuidados ecológicos, com as entregas acontecendo geralmente no mar, em praias, agradecendo e pedindo proteção.
Nela, há uma preocupação com o meio ambiente, não podendo lançar plásticos, espelhos de vidro, vidros de perfume ou isopor ao mar, utilizando suportes naturais como barquinhos de madeira ou folhas de bananeira. Como Iemanjá é a “Rainha do Mar” e divindade das águas, a sustentabilidade se torna um meio para preservar o habitat sagrado da orixá e o ecossistema que sustenta a vida de pescadores e da comunidade.










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