Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, paguem indenização por danos morais e pensão mensal à viúva de Marielle, Mônica Benício. A decisão é resultado de ação civil que reconheceu o direito de reparação pelo crime cometido em março de 2018, quando Marielle e Anderson foram mortos em uma emboscada no centro do Rio.
O juízo fixou R$ 200 mil por danos morais reflexos, a serem pagos solidariamente pelos réus. Também determinou pensão correspondente a dois terços dos rendimentos de Marielle, incluindo 13º salário e férias acrescidas de um terço, desde a data do assassinato até o limite da expectativa de vida da vítima ou até o falecimento da beneficiária. A decisão ainda assegura cobertura de despesas médicas, psicológicas e psiquiátricas, a serem apuradas em liquidação.
Em nota, Mônica Benício destacou o caráter simbólico da decisão: “Essa é uma vitória simbólica, que reconhece a interrupção da história que construíamos juntas e o futuro que nos foi negado. A luta por Justiça por Marielle e Anderson não é sobre dinheiro.” Ela reforçou que a responsabilização dos mandantes é essencial para que a democracia brasileira responda à altura do crime.
As investigações apontam que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão encomendaram o assassinato, com planejamento do ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que também atrapalhou a investigação inicial. Eles, junto com outros envolvidos, como o major da PM Ronald Alves de Paula e o ex-policial Robson Calixto, são réus em ação no Supremo Tribunal Federal, com sessão marcada para 24 de fevereiro.
Segundo a Polícia Federal, o crime está relacionado à oposição de Marielle aos interesses do grupo político dos irmãos Brazão, ligado a milícias e a questões fundiárias na cidade.
Por: Metro1
