Professora do curso de Nutrição da Unijorge aponta os cuidados na hora da compra

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Tradição da Semana Santa, os pratos à base de peixe estão presentes nos almoços de muitas famílias. São muitas receitas e formas de preparo, mas o cuidado tem que começar antes, com a seleção cuidadosa do pescado. Desde o local da compra, temperatura e armazenamento devem ser levados em conta, como explica a professora do curso de Nutrição da Unijorge e doutora em ciências de alimentos, Renata Oliveira.
Para quem vai comprar o peixe fresco, a professora esclarece que o consumidor deve observar se o local da venda está higienizado, evitando espaços com excesso de moscas ou outros mosquitos. É importante atentar se a vestimenta de quem manipula o alimento está limpa e se o vendedor não deve manusear o alimento e dinheiro ao mesmo tempo.
Na hora de escolher o produto, o peixe fresco precisa estar armazenado em temperatura fria, em gelo ou freezer. O peixe deve apresentar pele e escamas brilhantes e estarem bem aderidas, com as guelras úmidas e intactas. Os olhos devem estar brilhantes e vivos, preenchendo a órbita por completo. Deve apresentar também o odor característico, que é indicativo de frescor.
Se o alimento não apresentar boas condições, com armazenamento adequado e os outros pontos indicados, existem riscos de contaminação com bactérias, como a Aeromonas sp., que causa diarreia, infecções de pele e ouvido, casos de necrose e septicemia. Existem outras bactérias como Campylobacter jejuni, Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Salmonella spp., Staphulococcus aureus, Vibrio cholerae, que são capazes de causar comprometimentos à saúde, inclusive podendo levar à morte, em alguns casos.
“É fundamental ser bastante criterioso na escolha para levar à mesa um produto de qualidade e ter uma bela celebração sem preocupações”, recomenda a especialista.
