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Sentir que o salário encolheu é a realidade da maioria dos brasileiros. Veja cinco atitudes práticas para retomar o controle das finanças e começar sua reserva de emergência.
Parece que o salário nunca dura o mês inteiro: a conta do mercado pesa mais, o boleto do cartão vem maior e sobra menos, mesmo sem nenhuma mudança grande na rotina.
Não é impressão. Segundo uma pesquisa realizada pela datatudo, no blog da meutudo, em agosto de 2025, 58% notaram que o poder de compra diminuiu neste ano, porque hoje compram menos itens do que compravam no ano passado.
A seguir, veja por que essa sensação de aperto tem explicação concreta e, principalmente, 5 atitudes que ajudam a reorganizar o orçamento e recuperar o controle sobre o dinheiro que entra todo mês.
O impacto da inflação e por que parece que o salário encolheu
O salário parece encolher porque o custo de vida sobe mais rápido do que o reajuste salarial, não porque quem trabalha esteja gastando mais do que gastava antes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, acumulou alta de 4,64% nos 12 meses até junho de 2026.
Na prática, o mesmo carrinho de compras do ano passado hoje consome uma fatia maior do orçamento.
Segundo uma pesquisa realizada pela datatudo, no blog da meutudo,em agosto de 2025, 58% notaram que o poder de compra diminuiu neste ano, porque hoje compram menos itens do que compravam no ano passado.
Para 23%, a quantidade de itens comprados no supermercado não mudou, e apenas 19% conseguiram comprar mais do que no ano anterior.

Ou seja, a maioria sente o aperto na prática, não só no extrato bancário: dá para ver na própria quantidade de produtos que chega ao carrinho do mercado.
Na mesma pesquisa, 40% afirmam que hoje a metade da renda já é comprometida só com os itens da cesta básica.

Outro levantamento da datatudo de janeiro de 2026, mostra que 59% dos trabalhadores CLT dependem exclusivamente do salário fixo, sem nenhuma fonte extra de renda.
Isso deixa esse grupo mais exposto quando o custo de vida sobe mais rápido do que o reajuste salarial.
Entender esse cenário já ajuda a tirar o peso da autocobrança: o problema não é a falta de disciplina, é a velocidade com que o custo de vida cresce em relação à renda fixa.
A parte boa é que ainda existe espaço real de ação sobre o que está sob controle.
5 formas práticas de ajustar o orçamento e retomar o controle
Recuperar o controle do orçamento começa por enxergar exatamente onde o dinheiro está vazando, não por cortar tudo de uma vez.
Estas cinco atitudes ajudam a identificar os pontos que mais pesam e a liberar fôlego ainda neste mês:
- Mapear gastos fantasmas: revise o extrato dos últimos três meses e identifique assinaturas de streaming, aplicativos e serviços que você esqueceu que ainda paga. Cancelar o que não usa costuma liberar uma fatia do orçamento sem nenhum esforço extra
- Renegociar assinaturas e serviços: ligue para operadoras de internet, TV por assinatura e plano de celular pedindo desconto ou trocando de pacote. Empresas costumam oferecer condições melhores para reter quem ameaça cancelar
- Priorizar dívidas caras: quando sobra pouco para pagar tudo, quite primeiro o que cobra o juro mais alto, normalmente cartão de crédito rotativo e cheque especial, antes de qualquer outra dívida
- Buscar rendas extras simples: um bico digital, venda de produtos ou serviço freelance ajuda a complementar o salário sem grandes mudanças na rotina, e costuma ser mais simples de começar do que parece
- Otimizar contratos de crédito vigentes: contratos antigos, principalmente de consignado, costumam carregar taxas de juros que não fazem mais sentido diante das condições atuais do mercado. Revisar esses contratos é uma das formas mais diretas de sobrar dinheiro sem cortar nenhum gasto do dia a dia
Na mesma pesquisa da datatudo sobre perfis CLT, entre quem já tem renda extra além do salário, vendas lideram com 34%, seguidas por freelancer ou prestador de serviços (27%), benefício como pensão ou auxílio (21%), trabalho por aplicativo (12%) e aluguel de imóvel ou quarto (6%).

Para 47% desse grupo, essa renda extra já responde por mais de 30% do orçamento mensal, somando quem diz que ela cobre de 31% a mais de 50% do mês (o percentual de cada faixa abaixo varia um pouco por arredondamento).

Pequenos negócios paralelos fazem diferença real no caixa, mesmo quando começam pequenos.
Nenhuma das cinco atitudes sozinha resolve o aperto, mas juntas devolvem margem de manobra ao orçamento, e a última delas costuma trazer o alívio mais rápido, merecendo um olhar mais de perto.
Como a otimização de dívidas antigas pode salvar seu mês
Otimizar um contrato antigo de crédito consignado salva o mês porque reduz o valor da parcela e ainda pode liberar dinheiro extra na própria operação de troca.
Muita gente carrega, há anos, um contrato feito num momento de necessidade, com juros hoje bem acima do que o mercado pratica, e não precisa ficar presa a essa condição até o fim do prazo original.
Segundo uma pesquisa realizada pela datatudo em agosto de 2025, 71% ainda não sabem da possibilidade de portabilidade e refinanciamento no consignado CLT.
Ao serem perguntados quais fatores mais pesaram nessa decisão, podendo escolher mais de uma opção, os participantes apontam o troco (o valor extra que cai na conta durante a troca de contrato) como o mais citado, com 37%, à frente da taxa de juros menor, citada por 22%.
É exatamente isso que a portabilidade consignado CLT com troco oferece: ao trocar o contrato atual por um com juros menores em outra instituição, quem trabalha reduz o valor da parcela e ainda recebe, na mesma operação, um valor extra na conta.
Essa combinação de juro menor com dinheiro na conta é o que torna a operação diferente de um empréstimo novo: em vez de aumentar o compromisso mensal, ela reorganiza uma dívida que já existia e ainda devolve fôlego imediato ao orçamento.
Nesse processo, a meutudo, que tem o BTG Pactual, um dos maiores bancos do país, como sócio, atua como parceira digital: a simulação das condições é feita de ponta a ponta pelo aplicativo, para que quem está trocando de contrato compare a proposta atual com a nova antes de decidir.
O que fazer com o fôlego financeiro conquistado
O fôlego financeiro conquistado deve ir primeiro para a reserva de emergência e para o restante das dívidas caras, antes de qualquer gasto novo.
Depois de aplicar essas mudanças, seja com o troco da portabilidade, seja com o corte de gastos fantasmas, o dinheiro que sobra precisa de um destino definido, ou o alívio dura só até o próximo imprevisto.
Ter uma reserva de emergência é o que evita recorrer a um novo empréstimo caro assim que aparecer o próximo imprevisto, seja ele grande ou pequeno.
Depois deste “colchão” formado, o que sobrar pode ir para quitar o restante das dívidas mais caras, na mesma ordem de prioridade usada para reorganizar o orçamento.
O aperto do fim do mês não desaparece da noite para o dia, mas deixa de ser inevitável quando quem trabalha entende para onde o dinheiro está indo e ataca, na ordem certa, o que mais pesa no orçamento: primeiro os gastos escondidos, depois os contratos caros, por fim a falta de reserva.
Sobrar dinheiro no fim do mês deixa de ser exceção quando essas três frentes andam juntas.
