A movimentação acontece antes da Semana de Moda de Paris – edição Primavera-Verão 2027, marcada para ocorrer entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026. Para chegar a esse momento, as oito modelos passaram por um processo de preparação de seis meses conduzido pela Model Club, agência responsável pela descoberta e desenvolvimento de novos talentos baianos para o mercado nacional e internacional.
O novo time é formado por Yasmim Cunha e Letícia Bitencourt, de Salvador; Thaina Brito, de Simões Filho; Lavínia Viana, da Chapada Diamantina; Celine Silva, de Sapeaçu; Amanda Nascimento, de Irecê; Beatriz Santos, de Maraú e Willany Santana, também de Salvador. Com diferentes trajetórias e origens, elas chegam à temporada internacional em uma etapa de expansão profissional, prontas para serem apresentadas a novos mercados.
A frente desse trabalho está Mônica Mota, CEO da Model Club Agency e empresária à frente da Model Club College, escola de formação de novos talentos da moda na Bahia, fundada em 1990. Ao longo dos últimos seis meses, ela e sua equipe trabalharam aspectos que vão muito além da construção de imagem, preparando as modelos para as exigências da profissão. Segundo Mônica Mota, a preparação buscou desenvolver não apenas características físicas e técnicas, mas também aspectos ligados à postura profissional e à identidade de cada modelo.
“Foram seis meses de preparação intensa. Trabalhamos muito além da imagem: medidas, pele, cabelo, postura, passarela, técnica, fotogenia, comportamento, comunicação e, principalmente, personalidade e propósito. Acredito que é exatamente isso que o mercado internacional busca em um modelo que vai representar grandes marcas nas principais semanas de moda do mundo”, explica.
A chegada aos grandes centros da moda também exige preparo emocional para lidar com a dinâmica dos castings. Para Mônica, participar de uma seleção internacional não significa necessariamente garantir um trabalho, mas representa uma oportunidade de apresentar o potencial de cada modelo e entender, na prática, como funciona a indústria fora do país.
Segundo a empresária, as oito chegam à temporada conscientes de que o caminho também é formado por recusas e que cada experiência faz parte da construção de uma carreira. “Elas estão preparadas para ouvir muitos ‘sins’, mas também muitos ‘nãos’. E isso faz parte da profissão. O importante é entender que um ‘não’ em um casting não define o potencial de uma modelo. Ele faz parte do processo de construção de uma carreira. O que construímos nesses seis meses foi justamente a preparação para que elas cheguem a Londres, Nova York, Milão e Paris com segurança, técnica, personalidade e consciência de quem são”, afirma.
“Para a Model Club, apresentar esse novo grupo de talentos em uma temporada internacional tem um significado muito maior do que simplesmente levar oito modelos para fora do Brasil. É levar a Bahia para o mundo. A Model Club tem uma história construída há mais de três décadas, e uma das coisas que mais me orgulha é poder mostrar que a Bahia também é um território de descoberta de talentos para o mercado internacional. Muitas dessas meninas vêm de cidades do interior, e chegar às principais semanas de moda do mundo mostra que o talento pode estar em qualquer lugar”, explica.
A temporada de setembro será marcada por uma intensa agenda de castings e encontros com profissionais da moda em Londres, Nova York, Milão e Paris. É nesse período que as modelos terão contato com diferentes mercados e poderão ser avaliadas para oportunidades que podem incluir desfiles, campanhas e outros trabalhos internacionais.
Além de uma preparação para uma única temporada, o processo desenvolvido pela agência busca dar às modelos ferramentas para lidar com as diferentes etapas da carreira. A experiência internacional, nesse sentido, também passa a ser parte da formação profissional dessas novas faces.
De acordo com Mônica, esse acompanhamento é justamente uma das responsabilidades de uma mother agency, que deve preparar os talentos para as possibilidades, mas também para os desafios que fazem parte da profissão. “Eu não posso prometer quantos trabalhos cada uma fará, mas posso afirmar que elas estão preparadas para viver a experiência, enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que essa temporada internacional pode proporcionar. E, para mim, esse é o verdadeiro papel de uma mother agency: não criar ilusões, mas preparar talentos para a realidade do mercado e para a vida”, explica a empresária.
Com a aproximação da Semana de Moda de Paris, o novo grupo representa mais uma etapa do trabalho de descoberta e projeção de talentos realizado pela Model Club. Para Mônica, a possibilidade de ver modelos baianas circulando pelos principais mercados internacionais também reforça a continuidade de uma trajetória iniciada há mais de três décadas.



“Não estamos levando apenas modelos para o mundo; estamos mostrando ao mundo o potencial de uma nova geração de talentos baianos. Como Mônica Mota e como mother agency, esse é o meu maior orgulho: descobrir, preparar e abrir caminhos para que esses jovens possam enxergar possibilidades que talvez nunca tivessem imaginado. Representar a Bahia na temporada internacional é transformar descoberta em oportunidade e talento local em possibilidade global”, conclui.
