Mature man feeling concerned while talking to his doctor who is showing him medical test results on digital tablet.
Imagem de Drazen Zigic no Magnific
Imunizante ajuda a reduzir o risco da doença e de complicações associadas, como a dor prolongada causada pela inflamação dos nervos
O herpes-zóster, conhecido popularmente como “cobreiro”, é uma infecção provocada pela reativação do vírus varicela-zóster, que permanece no organismo após um episódio de catapora. A doença pode causar dor, ardência e o surgimento de bolhas em regiões específicas da pele. Para reduzir a ocorrência do problema e suas complicações, existe vacina para herpes-zóster, indicada conforme critérios definidos para cada grupo de pacientes.
O imunizante tem como objetivo estimular a resposta do sistema imunológico contra o vírus e diminuir a probabilidade de desenvolvimento da doença. A indicação depende de fatores como idade, histórico de saúde e recomendações das autoridades sanitárias.
Como funciona a vacina contra o herpes-zóster?
A vacina contra o herpes-zóster atua preparando o sistema imunológico para reconhecer e responder ao vírus varicela-zóster. Como o vírus permanece adormecido no organismo após a catapora, a proteção está relacionada à capacidade do corpo de controlar uma possível reativação.
Existem diferentes formulações de vacinas contra o herpes-zóster, e a disponibilidade pode variar de acordo com o país, os programas de imunização e as recomendações vigentes. No Brasil, a vacina recombinante contra o herpes-zóster é uma das opções disponíveis na rede privada, indicada principalmente para adultos com maior risco de desenvolver a doença.
A aplicação segue um esquema definido pelo fabricante e pelas orientações médicas. A avaliação individual ajuda a determinar se a vacinação é adequada para cada pessoa.
Quem pode receber o imunizante?
A recomendação da vacina está relacionada principalmente ao risco de desenvolver herpes-zóster e suas complicações.
A idade é um dos fatores considerados, pois a resposta imunológica pode sofrer alterações ao longo dos anos. Pessoas com determinadas condições de saúde ou que apresentam comprometimento da imunidade também podem ter avaliação específica para a vacinação.
Pacientes que já tiveram herpes-zóster podem ser avaliados para receber o imunizante. Ter apresentado a doença anteriormente não significa que uma nova ocorrência seja impossível, já que o vírus continua presente no organismo.
A decisão sobre o momento adequado para a vacinação deve considerar o histórico clínico e as orientações de um profissional de saúde.
Vacina reduz risco de complicações
Uma das principais preocupações relacionadas ao herpes-zóster é a neuralgia pós-herpética, uma dor persistente que pode permanecer após o desaparecimento das lesões na pele. O problema acontece devido a alterações nos nervos provocadas pela infecção.
A vacinação tem entre seus objetivos reduzir a ocorrência do herpes-zóster e, consequentemente, diminuir a possibilidade de complicações associadas à doença.
Mesmo quando uma pessoa vacinada apresenta a infecção, a resposta imunológica estimulada pelo imunizante pode influenciar a evolução do quadro. A proteção oferecida varia conforme características individuais, como idade e condições de saúde.
Cuidados antes da vacinação
Antes de receber qualquer vacina, é importante informar ao profissional de saúde sobre condições clínicas, uso de medicamentos e histórico de alergias ou reações anteriores a imunizantes.
A vacina contra o herpes-zóster pode causar reações temporárias, como dor no local da aplicação, vermelhidão, cansaço, dor muscular ou febre. Esses efeitos fazem parte da resposta do organismo à estimulação do sistema imunológico e costumam ser avaliados conforme a intensidade e a duração.
Pessoas que apresentam sintomas de infecção ou situações específicas de saúde podem precisar de orientação antes da aplicação.
A vacinação contra o herpes-zóster representa uma ferramenta de prevenção para grupos indicados, especialmente aqueles com maior possibilidade de desenvolver a doença ou suas complicações. A consulta com um profissional de saúde permite verificar a recomendação adequada, o esquema de doses e o melhor momento para receber o imunizante de acordo com as características de cada paciente.
