Segundo a defesa, Elisângela está realizando uma cirurgia e, por esse motivo, não poderia comparecer ao julgamento. A acusada cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024, quando a medida foi concedida pela Justiça após a defesa alegar necessidade de tratamento médico especializado. Na ocasião, foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica e a restrição de saída da residência, exceto para atendimentos médicos previamente autorizados.
Elisângela é acusada de envenenar e matar Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, e as filhas Greisse Santos da Conceição, de 5, e Rute Santos da Conceição, de 2 anos, em agosto de 2018, em Maragogipe. Segundo as investigações, as três foram envenenadas com um inseticida de uso agrícola e morreram em um intervalo de 15 dias.
Conforme apontado no inquérito policial, Elisângela era amiga da família e frequentava a residência das vítimas. A investigação apontou ainda que ela teria desenvolvido interesse por Jeferson Brandão, marido de Adriane e pai das crianças, o que teria provocado um desentendimento entre as duas mulheres. Segundo a Polícia Civil, a partir desse conflito, Elisângela teria decidido envenenar a família. O caso agora aguarda a realização do júri, marcado para dezembro.
