Cardiopatias raras são curadas com técnicas inovadora do Hospital Ana Nery. Na foto: Foto: Elói Corrêa/ AGECOM
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Desde 15 de fevereiro, a família de dona Maria do Socorro Conceição Rodrigues, de 60 anos, convive com a angústia da incerteza. A dona de casa está internada no Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), em função de um problema cardíaco, condição que a coloca em risco de morte. O único tratamento possível para a condição é uma cirurgia para a colocação de uma válvula no coração. O procedimento deve ser realizado pelo Hospital Ana Nery, em Salvador, mas a unidade tem se negado a receber a paciente.
A cirurgia estava inicialmente marcada para o mês de fevereiro, através do atendimento ambulatorial do Hospital Ana Nery. Mas, dias antes do procedimento, dona Socorro passou mal e foi internada no HRJ. Depois de dias entre a sala vermelha e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a paciente foi estabilizada, podendo passar pela cirurgia, apesar de ainda estar em estado grave – o que impõe a necessidade de permanecer internada.
Agora, a família luta para que o Hospital Ana Nery receba dona Socorro, através de uma transferência direta em UTI móvel, já que, segundo a equipe médica do Hospital Regional de Juazeiro, a paciente não tem condições de receber alta e esperar a cirurgia em casa. “Ela já foi colocada seis vezes em tela de regulação e o Ana Nery nega. Temos a ambulância, os exames que indicam a necessidade da cirurgia e a possibilidade de fazer neste momento. Eu fui lá em Salvador na semana passada, tirar minhas dúvidas, saber por que o Ana Nery não aceita a regulação dela e disseram que tem que esperar ela ficar boa, mas não tem como ela ficar boa sem a cirurgia. O médico aqui em Juazeiro já deixou bem claro que não tem como ela ter alta para fazer a cirurgia pelo ambulatório”, explica o filho da paciente, Vagner Rodrigues.
Enquanto o Hospital Ana Nery não resolve a situação, a família de dona Socorro segue aflita, já que ela vem apresentando piora no quadro, com agravamento da insuficiência cardíaca, que vem afetando outros órgãos. “Ela chegou a ter uma parada cardíaca e ser reanimada, teve uma disfunção renal… Hoje, ela só está viva, por causa do tratamento que está recebendo no Regional. Ela não tem condição de fazer essa cirurgia pelo serviço de ambulatório do Ana Nery, ela precisa sair daqui em uma ambulância com equipe médica e ir direto para o hospital em Salvador e realizar a cirurgia para voltar a viver. Caso contrário, não tem outra forma”, finaliza Rodrigues.
Vagner Rodrigues (filho): 74 988 151 110 (WhatsApp)
